Eu podia começar uma categoria nova no blog de um jeito menos polêmico. Pensei muito antes de fazer esse post, sobre esse livro, esperei um pouco a poeira do livro/filme do momento passar pra não receber tanta pedrada assim. O motivo? Eu ODIEI o livro que 99,99% das pessoas amou.

A culpa é das estrelas - John Green

E tô aqui toda preocupada em explicar os motivos sem dar spoiler de nada mas, poxa, até trailer de filme tem dessas merdas e o povo adora. É coisa de brasileiro gostar de spoiler, ou é um problema mundial? Eu sou extremista, só de ouvir alguém falar que é ótimo ou uma porcaria já é spoiler pra mim. Logo, seguindo a minha lógica, esse post já teve spoiler, né?

Quem me conhece sabe que eu sou quase um moleque pra tudo, e isso inclui gosto pra livros. Essas coisas muito melosas e com muito mimimi não me atraem nem um pouco, então eu normalmente fujo dos best-sellers do público feminino. Mas resolvi dar uma chance pro A culpa é das estrelas porque, diferente dos 50 tons e dos Crepúsculos, esse é um livro só, e não uma série de tortura literária. Gosto muito de ler, costumo engolir os livros que leio mas esse eu fui arrastando com o tempo porque foi difícil.

Acho que a primeira consideração que eu preciso fazer é que se você gosta de coisa triste, mas triste pra caralho, você vai amar esse livro, foi feito pra você. Se você gosta de muito mimimi também. Não vi o filme, talvez eu veja no futuro mas não acho que vale a pena eu ir ao cinema assistir algo que eu já não gostei antes, né?

Como vocês devem saber, o livro é um romance todo baseado no câncer, nos benefícios do câncer, nos comportamentos das pessoas que lidam com gente com câncer, na amizade entre pessoas que tem câncer. Quanto a parte da doença em si, acho que o autor soube explorar de uma maneira romântica e alcançou o objetivo, o que acredito ser o maior trunfo da história. Porque romances infanto-juvenis tem milhões por aí, mas esses com um quê a mais são poucos. E esse quê a mais é justamente uma das coisas que as pessoas mais gostam de ver, mas não admitem: sofrimento alheio. Espero que vocês entendam o tipo de sofrimento que eu estou colocando aqui, não pretendo me explicar muito sobre isso mas posso dizer que eu, por exemplo, ganho muito mais atenção das pessoas quando eu tô contando alguma coisa extremamente triste do que se eu tô falando algo de bom. Sempre vai ter gente pra ouvir tuas lamentações, pra torcer por uma volta por cima e te dizer meia dúzia de palavras de conforto. Mas se tudo já estiver bem, é a mesma coisa? Aposto que não. Logo, veja que com ‘sofrimento’ eu falo mais de ‘possibilidade de superação’ e eu espero, de verdade, que você entenda isso.

Até aí ok, só mais uma história pra cagar na maquiagem e chorar preto. Mas duas coisas me fizeram ter uma antipatia sem volta: a quantidade de spoilers desnecessários e a imbecilidade dos personagens. Achava que o autor era um retardado mas fui atrás e vi que ele quis mesmo passar essa impressão nos personagens dele. Conseguiu, parabéns.

Beleza, você senta, se concentra, tá lendo a história de boas quando de repente ele surge com um final de um filme. WHAAAAT? Pra que isso, jovem? E tem spoiler de muita coisa ali no meio e, como eu disse logo no início do post, spoilers = blé. Achei preguiça do homem em fazer algo original, falo mesmo. Os spoilers se encaixam na história, mas não justifica nada. Não sei nem se eu gosto dessa coisa do nome do livro ter surgido dos contos do Sheakspeare, mas isso pode ser porque eu fiquei crítica demais com esse livro em especial.

E eis que surge a frase do filme: Alguns infinitos são maiores que outros. Ah não, aí é PÁCABÁ mesmo, né? Se você for refletir no quão nhóim fofinho é isso, claro que você acha um sentido, porque você tá ali só procurando por isso, e quem procura, acha. Como o próprio autor disse por aí:

É importante observar que “para sempre” não é muito tempo, assim como o “infinito” não é um número grande. Para sempre é infinito, e é preciso coragem para fazer declarações que envolvam infinitos.

Aí que surge mais um ponto que eu não gostei do filme. O público alvo da história é pra meninas pré-adolescentes, acredito eu. Ótima ideia estimular isso de infinito, de pra sempre… porra! Não! Não tem infinito maior que outro. O infinito entre 1 e 2 não é menor que o infinito entre 1 e 10. São infinitos, são iguais… entende? Eu sei que agora você deve ter pensado “essa maluca de exatas não tem coração, não entende nada de coisas bonitas e mimimi” mas, sabe, pode achar isso aí mesmo que talvez você tenha razão. Se eu não tivesse visto essa declaração aí de cima do autor, provavelmente continuaria achando que ele é meio besta. Mas na verdade ele é bem esperto, conhece muito bem o próprio público alvo e soube explorar isso com louvor. Tem meu respeito. Fez personagens meio burros, que dizem coisas meio burras, mas de propósito eu acho. E também achei algumas partes apelativas e surreais demais, se você assistiu/leu vai saber do que eu tô falando. Mas, sério, se é infinito não é maior que nada, nem que “outro” infinito. PAREM DE REPETIR ISSO, PUTA MERDA! Sorry o palavrão.

Mas, no fim das contas, eu digo que não gostei porque sou chata mesmo. Críticos no mundo inteiro elogiaram a obra do John Green e não é sem motivos, ele tem muitos méritos. Só não é pra mim mesmo e, se você tem o gosto parecido com o meu, faça o favor de nem tentar ler/assistir pra não se frustrar. Se você tá muito triste, acabou um relacionamento, ou sei lá mais o que eu também não aconselho a leitura não. Não chorei ao ler porque achei a história previsível e consegui me preparar emocionalmente antes, mesmo sendo chorona.

Se você leu o post todo comenta aí pra eu saber se posts gigantescos e sem fotos, falando de livros te interessam! Afinal, é um post completamente diferente do que eu costumo postar por aqui, né? E me conta se você leu/assistiu e o que acha também, vou adorar ler sua opinião!

P.S.: E Valorizem a imagem que eu fiz pro post, por favor. Obrigada.


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